Astrain.
Título: Callah
Arma: Durandal
Cabelo: Longo, liso e loiro ;D
Olhos: Cinza escuro
Estatura: 1,90 m
Peso: 80kg
Mote: "Alain, prepare meu Elmo-Coroa. Seu Callah vai à guerra."
About:
Grande imperador, é alguém amado por todos em seu reino, pois embora seja imparcial e tenha um péssimo senso de humor, sempre age pelo bem de seu povo: Orgulha-se de ser Callah. Em seu círculo de amigos próximos está Vice, Alexander, Hauru e Ash, além de seu irmão Alain e qualquer súdito dentro do seu castelo. Tem como objetivo de vida manter livre e seguro qualquer pessoa no mundo e fará de tudo para isso. Seu maior medo, é de tomar alguma decisão que faça seu povo sofrer desnecessariamente, e de perder Ash.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Ópera de Lâminas {cap.4-5, fechando o Prelúdio}
4 – Voz da Espada
No salão Real, onde já se punha o Sol em um
clarão morno, Alain, o Rubro, como era conhecido por disparar tão bem suas flechas, que passavam
entre as junções das armaduras inimigas tirando faíscas, sem nunca errar, ao
lado de seu Senhor, Callah-Astrain, aquele que detinha a espada Antiga, Durandal, e cuja Coroa era um Elmo de
Batalha, eram apenas dois irmãos saindo de uma sala decorada, indo encontrar
uma parente na praça em frente ao Palácio de Mármore. Nada daquilo realmente
importava...os tronos, o ouro, o Palácio, nem nada... Pois nos aposentos reais
onde Astrain repousava, havia apenas seus livros, suas cartas, suas recordações
de criança e alguns quadros. Além da cota, o elmo e a Espada. Aqueles aos quais
ele nunca teria tomado por liberdade, mas que situações o fizeram rezar
agradecido por tê-los. E era nesse
ambiente simples onde se encontrava com aquela que seria sua esposa,
assim que voltasse da cidade onde tinha
ido passar uma época observando o treinamento da irmã mais nova, até a situação
atual, causada por uma recente invasão goblin. O que fazia o Callah não se
agüentar de vergonha, por ter seguido o conselho dos outros Callahs e
aguardado, até que a situação chegasse nesse ponto. Embora seu irmão dissesse
que a culpa não tinha sido dele, Astrain ainda sentia-se o causador disso tudo.
Pior que a dor de não poder alcançar o inimigo com a espada, era a vergonha de
virar as costas à um inimigo por burocracia de velhos gananciosos. Um erro que
não seria cometido novamente. Dessa vez falaria mais alto a voz de Durandal,que há muito procura servir seu
mestre.
5 – Encontro de Espadas
À norte, a situação
era um pouco mais... quente. Nay, uma mensageira de uma tribo nômade, que pensava
em oferecer seu apreço ao Callah-Astrain por suas atitudes, estava sendo
atacada com seus poucos companheiros que traziam a mensagem. Mesmo o alto porte
dos homens do Norte não era o suficiente pra agüentarem os dois contingentes de
goblins que atacavam desvairadamente, pois embora menores e menos potentes que
os orcs, seu número alarmante era sua melhor arma, que funcionava bem em uma
situação de quase 200 para a comitiva de
20 nômades que era rechaçada. Nay brandia Sapientia,
que derrubava inimigos, abrindo caminho... pois agora faltava pouco. Estavam à
um dia de cavalgada da Cidade-Fortaleza de Garimond, onde a esperança de poder,
ao menos morrer lutando, ainda existia. Agora muito marcada e reduzida, mas
existia. Depois de meses cavalgando, 17 companheiros mortos nas mãos de meros
goblins, a esperança quase morria. Quase. Pois além de Nay, ainda levantava-se
ao seu lado Thya, a mestra de Skandi.
As duas, à frente de dezoito homens ainda acreditavam, ainda esperavam. Embora
fosse difícil saírem vivas mesmo da floresta, ainda resistem. E nenhuma
esperança é vã.
Por mais que os
fatos seguintes fossem levar à inúmeras tristezas, as alegrias que deles
derivariam eram tantas, que o Destino optou por fazê-los ocorrer. Pois a
possibilidade de o esquadrão mais eficaz de Astrain estar passando por lá nesse
momento era mínima. E ocorreu.
Assim que estavam voltando nas planícies setentrionais de Garimond, o
Capitão da tropa Prelúdio do Trovão avistou uma onda de goblins estourando em
cima de uns poucos cavaleiros. Logo os viu, já redirecionou seus homens, que
sempre decididos nas vontades do Callah, caíram com a fúria de uma tempestade
no flanco direito do inimigo, mas, assim que viu a capitã que resgataria, o
desempenho de Hauru cresceu tanto de preocupação e eloqüência, que mesmo seus
subordinados se assustaram. Pois achou-a ele tão bela, tão forte e inspirava-o
tantas coisas, que mesmo sem falar-lhe uma palavra sequer, sabia que não podia
perdê-la. Sob essas circunstâncias, o ânimo dos nômades se reascendeu, assim
como a força dos salvadores queimava em chamas douradas. Dandismo rugia aguda seus clamores altos entre as hostes que
ficavam entre ela e a recém-amada de seu mestre, não parando em carne ou osso,
madeira ou ferro. Não importava a o quão
minucioso tinha sido a manufatura do escudo, quão malhado e temperado fosse o
ferro da espada ou quão espadaúdo fosse o inimigo que os portava: Dandismo os lançava ao ar como se o
mundo dependesse disso. E dependia. Agora, todo seu mundo dependia de passar
por mais algumas dezenas de inimigos. Dandismo
era brandida. Menos goblins. E de novo. E menos inimigos. E de novo, e de novo
e de novo, até que o último goblin fosse abatido por uma lambida certeira na
garganta. E estavam salvos. E havia esperança. Mas a Sombra avançava.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Ópera de Lâminas - Parte 1 {cap 1-3}
Ópera
de Lâminas - Parte 1
1 - Fúria - Dueto
- Inferno! – Foi o grito do Callah – título dado aos governantes de terras e fortalezas ainda praticantes da cultura monoteísta do deus Callah-Edh- fazendo tremer seus súditos e irmão. Não um tremor de medo, ou de susto, mas de tristeza e preocupação. Pois entre seu povo, Callah-Astrain era um governante amado, e entre seus amigos adorado, alguém que nunca levantava a voz fora de batalha... Mas a preocupação com quem amamos é algo que nos faz abrir exceções...
- Meu Senhor... tente acalmar-se... se tu
continu-
- Alain! – em tom agora mais moderado – Meu
irmão, entendo tua ânsia em acalmar-me, mas tente tu entender a angústia que sinto... Já não retorna vivo à nós o terceiro mensageiro
que mando ao reino de minha amada Ash... O pesar agora acompanha-me aonde quer
que eu vá... Há dois anos, meu irmão! Dois anos não a vejo, e agora perco um
mensageiro por mês, sem saber se foram emboscados, se a cidade está sitiada ou
se houve o pior!
- Meu Senhor! Meu irmão! Ouça o que dizes! Onde há força
capaz de atentar contra Ash, a Fortaleza, ainda mais com todo o amor que
direcionas à ela? Ora, entendo o que sentes, não posso nem imaginar o que faria
por minha esposa, mas tenha um pouco de fé!
- ... – Após alguns instantes de ponderação,
a ira parece abrandar-se, mas não o temor
- Estás certo Alain... devo desculpar-me contigo, e com meus servidores
– sei que vosso silêncio não nega vossas preocupações, meus caros – e peço um pouco
de paciência nesses momentos de agonia... Mas agora recomponho-me e ordeno que
chamem aqui alguém para servir-me de mensageiro. Mas não um qualquer... dessa
vez, que venha um Templário. Que
venha o alto Vice, meu Guarda Real.
2 – Sombras - Ária
Ao
contrário da iluminada, confortável sala Real, a Floresta era escura. Era fria
e escura... O vento que rugia entre as árvores era impiedoso e cortava
gargantas como gelo enquanto voava veloz, açoitando um certo vulto abrindo
caminho dentre os galhos... Mas pior do que esse, era o frio do coração... Pois
ele sabia estar só. Sentia os quilômetros que o separava de todos aqueles que
conhecia... daqueles que não conhecia... de todos. A escuridão era tudo à que
se agarrar. Porém, o vulto não se curvava. Jamais. Sabia que nunca morreria
sozinho. Sabia que, quando fosse, deixaria para aqueles que ficaram seu
coração, e isso era todo o conforto e calor de que ele precisava para manter-se
ereto e continuar com a missão dada por seu Callah. Ah, mas claro que não era
apenas isso. Havia um reconfortante, conhecido som à tilintar no seu
caminhar... O som de Álvarus, sua
Maça de Guerra pendendo na sua cintura, numa tira de couro larga, grossa e
gasta, como já pendia há anos, sem nunca deixar de esmagar aqueles à quem seu
mestre ordenava, também o mantinha confiante. Porém, ela não seria o suficiente
contra o que teria de enfrentar seu dono... Não há como desembainhar armas
contra o medo. Não há como destroçar sombras.
3 – Dança de Álvarus - Continuação da Ária
Assim que adentrou alguns quilômetros na Floresta, avistou luzes e vozes à frente. Vice achou mais sensato não arriscar, e, com Álvarus preparada, avançou cautelosamente afim de espreitá-los. Chegando á uns 20 metros da fogueira, percebeu que o acampamento havia sido montado para umas vinte pessoas, porém só metade estava sentada ao fogo. Escondendo-se na escuridão, pôde ouvi-los falando, mas sem vê-los,pois temendo arriscar-se demais,abaixou-se, mantendo-se sempre atrás de uma grande árvore, oculto:
- ...-ão! Duvido que Astrain
acredite nisso! Aquele imbecil crê mais nesse amor do que eu em meu bolso...
Vamos tentar algo menos arriscado... – sugeriu uma voz arrotada, impaciente
- Precisamos de um traidor entre eles,
cacete! É tão difícil assim trair um loirinho apaixonado por um punhado de
ouro? Bando de...
- Gork, devo pedir uma última vez que mantenha seus modos, antes que eu
seja obrigado a me despedir de ti abruptamente
... – interrompeu-o uma voz muito mais aveludada, macia, quase que
hipnotizante... algo sobrenatural e perigoso. - E quanto a idéia da traição...
realmente, é algo a se aproveitar. Assim como aquele amor tolo... Certamente
outro mensageiro virá. Então façamos uma surpresa mais agradável dessa vez...
Uma revoada de vozes diversas,
algumas fortes, outras suaves, voaram pelo frio da clareira, causando um
arrepio desagradável em Vice, que decidiu ser hora para uma retirada sutil.
Voltou-se para a trilha da qual veio, e começou a se distanciar da fogueira,
com dobrado cuidado dessa vez.
Após 2kms e meio, porém, sem nem se dar conta, avistou duas figuras à
frente, que, assim que o viram, sacaram suas espadas. O maior veio primeiro, e
sem perguntas, desceu num golpe vertical sua montante com velocidade
considerável em Vice, que com desenvoltura inesperada à seu porte, a deixou no
vácuo jogando seu ombro direito pra trás, movimento que preparou Álvarus já sacada para o ataque, que
veio vertical e certeiro no braço armado de seu atacante, arrancando-o com um
urro na junção do cotovelo. Assim que o menor veio por trás do ombro direito do
companheiro, a rotação do tronco de Vice após a primeira investida tornou-se
uma catapulta que jogou Álvarus
contra o novo inimigo da direita pra esquerda, subindo ligeiramente. O
espadachim abaixou-se, fazendo com que a maça passasse furiosa, em direção à
cabeça do outro companheiro que estava na trajetória. Sem capacidade de reação,
o maior inimigo teve seu elmo arrancado e seu corpo lançado pra trás, já sem
vida, mas com a cabeça surpreendentemente no lugar, embora um pouco
inutilizada. Assim que abaixou, o espadachim trouxe seu cotovelo do braço
armado pra trás, e desferiu uma estocada ascendente contra o abdômen de seu
atacante. Aproveitando a posição do braço direito esticado pra fora, Vice puxou
Álvarus novamente para a esquerda,
estilhaçando a espada do oponente, recuando um passo após esse último ataque, e
antes que o inimigo pudesse levantar, aproveitou o solo irregular da Floresta
que o impossibilitava de rolar para os lados, e desceu impiedosamente Álvarus contra ele, desacordando-o com uma
pancada no tórax salvo pela cota de malha. No mesmo instante percebeu passos
atrás de si, e virou-se no momento certo de jogar-se para direita, batendo o
ombro em uma árvore para se apoiar, e deixar sua armadura peitoral repelir a
punhalada que não o matou. A julgar pelo espanto desse novo adversário, era
novato em batalhas corporais, mas o ar perverso em seu rosto avisou Vice à
manter cautela. Assim que a mão livre do assassino entrou na bolsa pendurada na
cintura, não houve dúvida, Vice agarrou a mão armada ainda esticada, e subiu Álvarus para separar o maxilar do resto
do inimigo. Seu sentido quase sobre humano o fez virar à esquerda mais uma vez,
e por cima dos primeiros derrotados, outro já zunia uma espada pequena
verticalmente contra a junção de suas placas de armadura no flanco direito do
abdômen. Rapidamente, Vice posicionou o cabo entre sua mão e a cabeça de Álvarus na trajetória, repelindo a força
da espada, e virando-se novamente à esquerda, á tempo de segurar com a mão
livre o cabo de uma nova lança que mirava o meio de suas costas, fazendo-a
prisioneira entre seu braço e costelas sem se ferir. Sempre aproveitando a
surpresa causada por suas habilidades, deixou de fazer força com Álvarus contra a espada e a virou no
ombro do lanceiro, destroçando metal, carne e osso, ficando de costas para o
novo espadachim, voltou seu ombro quebrando-o o nariz.
- Huhuhu...
Atordoado com a vinda daquela risada aveludada e perigosa de antes, Vice
hesita por um instante.
- Mas que jovem formidável esse... Com certeza vem dos Antigos...
E então, sem saber de onde vinha a voz, a
neblina e o medo, tudo ficou escuro...
Bem Vindos, e que a Ópera comece!
Bom, a princípio, como boas vindas à todos, desejo que se divirtam muito lendo meus textos, afinal, essa história é algo que faz parte de mim mais do que qualquer outra coisa. Tudo que eu sou, vai refletir nessas palavras.
Dedico essa história à todos que, mesmo não nascendo na Idade Média, têm verdadeira consideração por seus companheiros de espada.
Dedico essa história à todos que, mesmo não nascendo na Idade Média, têm verdadeira consideração por seus companheiros de espada.
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