sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Isso é o que você vê quando abre o menu usando o..."

Astrain.

Título: Callah
Arma: Durandal
Cabelo: Longo, liso e loiro ;D
Olhos: Cinza escuro
Estatura: 1,90 m
Peso: 80kg
Mote: "Alain, prepare meu Elmo-Coroa. Seu Callah vai à guerra."

About:

  Grande imperador, é alguém amado por todos em seu reino, pois embora seja imparcial e tenha um péssimo senso de humor, sempre age pelo bem de seu povo: Orgulha-se de ser Callah. Em seu círculo de amigos próximos está Vice, Alexander, Hauru e Ash, além de seu irmão Alain e qualquer súdito dentro do seu castelo. Tem como objetivo de vida manter livre e seguro qualquer pessoa no mundo e fará de tudo para isso. Seu maior medo, é de tomar alguma decisão que faça seu povo sofrer desnecessariamente, e de perder Ash.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ópera de Lâminas {cap.4-5, fechando o Prelúdio}


4 – Voz da Espada
  No salão Real, onde já se punha o Sol em um clarão morno, Alain, o Rubro, como era conhecido por  disparar tão bem suas flechas, que passavam entre as junções das armaduras inimigas tirando faíscas, sem nunca errar, ao lado de seu Senhor, Callah-Astrain, aquele que detinha a espada Antiga, Durandal, e cuja Coroa era um Elmo de Batalha, eram apenas dois irmãos saindo de uma sala decorada, indo encontrar uma parente na praça em frente ao Palácio de Mármore. Nada daquilo realmente importava...os tronos, o ouro, o Palácio, nem nada... Pois nos aposentos reais onde Astrain repousava, havia apenas seus livros, suas cartas, suas recordações de criança e alguns quadros. Além da cota, o elmo e a Espada. Aqueles aos quais ele nunca teria tomado por liberdade, mas que situações o fizeram rezar agradecido por tê-los. E era nesse  ambiente simples onde se encontrava com aquela que seria sua esposa, assim que voltasse da cidade onde  tinha ido passar uma época observando o treinamento da irmã mais nova, até a situação atual, causada por uma recente invasão goblin. O que fazia o Callah não se agüentar de vergonha, por ter seguido o conselho dos outros Callahs e aguardado, até que a situação chegasse nesse ponto. Embora seu irmão dissesse que a culpa não tinha sido dele, Astrain ainda sentia-se o causador disso tudo. Pior que a dor de não poder alcançar o inimigo com a espada, era a vergonha de virar as costas à um inimigo por burocracia de velhos gananciosos. Um erro que não seria cometido novamente. Dessa vez falaria mais alto a voz de Durandal,que há muito procura servir seu mestre.

5 – Encontro de Espadas
  À norte, a situação era um pouco mais... quente. Nay, uma mensageira de uma tribo nômade, que pensava em oferecer seu apreço ao Callah-Astrain por suas atitudes, estava sendo atacada com seus poucos companheiros que traziam a mensagem. Mesmo o alto porte dos homens do Norte não era o suficiente pra agüentarem os dois contingentes de goblins que atacavam desvairadamente, pois embora menores e menos potentes que os orcs, seu número alarmante era sua melhor arma, que funcionava bem em uma situação de quase 200 para  a comitiva de 20 nômades que era rechaçada. Nay brandia Sapientia, que derrubava inimigos, abrindo caminho... pois agora faltava pouco. Estavam à um dia de cavalgada da Cidade-Fortaleza de Garimond, onde a esperança de poder, ao menos morrer lutando, ainda existia. Agora muito marcada e reduzida, mas existia. Depois de meses cavalgando, 17 companheiros mortos nas mãos de meros goblins, a esperança quase morria. Quase. Pois além de Nay, ainda levantava-se ao seu lado Thya, a mestra de Skandi. As duas, à frente de dezoito homens ainda acreditavam, ainda esperavam. Embora fosse difícil saírem vivas mesmo da floresta, ainda resistem. E nenhuma esperança é vã.
  Por mais que os fatos seguintes fossem levar à inúmeras tristezas, as alegrias que deles derivariam eram tantas, que o Destino optou por fazê-los ocorrer. Pois a possibilidade de o esquadrão mais eficaz de Astrain estar passando por lá nesse momento era mínima. E ocorreu.
  Assim que estavam voltando nas planícies setentrionais de Garimond, o Capitão da tropa Prelúdio do Trovão avistou uma onda de goblins estourando em cima de uns poucos cavaleiros. Logo os viu, já redirecionou seus homens, que sempre decididos nas vontades do Callah, caíram com a fúria de uma tempestade no flanco direito do inimigo, mas, assim que viu a capitã que resgataria, o desempenho de Hauru cresceu tanto de preocupação e eloqüência, que mesmo seus subordinados se assustaram. Pois achou-a ele tão bela, tão forte e inspirava-o tantas coisas, que mesmo sem falar-lhe uma palavra sequer, sabia que não podia perdê-la. Sob essas circunstâncias, o ânimo dos nômades se reascendeu, assim como a força dos salvadores queimava em chamas douradas. Dandismo rugia aguda seus clamores altos entre as hostes que ficavam entre ela e a recém-amada de seu mestre, não parando em carne ou osso, madeira ou ferro.  Não importava a o quão minucioso tinha sido a manufatura do escudo, quão malhado e temperado fosse o ferro da espada ou quão espadaúdo fosse o inimigo que os portava: Dandismo os lançava ao ar como se o mundo dependesse disso. E dependia. Agora, todo seu mundo dependia de passar por mais algumas dezenas de inimigos. Dandismo era brandida. Menos goblins. E de novo. E menos inimigos. E de novo, e de novo e de novo, até que o último goblin fosse abatido por uma lambida certeira na garganta. E estavam salvos. E havia esperança. Mas a Sombra avançava.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Ópera de Lâminas - Parte 1 {cap 1-3}


Ópera de Lâminas  - Parte 1
   
 1 - Fúria - Dueto

  -  Inferno! – Foi o grito do Callah – título dado aos governantes de terras e fortalezas ainda praticantes da cultura monoteísta do deus Callah-Edh- fazendo tremer seus súditos e irmão. Não um tremor de medo, ou de susto, mas de tristeza e preocupação. Pois entre seu povo, Callah-Astrain era um governante amado, e entre seus amigos adorado, alguém que nunca levantava a voz fora de batalha... Mas a preocupação com quem amamos é algo que nos faz abrir exceções...
   -  Meu Senhor... tente acalmar-se... se tu continu-
  -  Alain! – em tom agora mais moderado – Meu irmão, entendo tua ânsia em acalmar-me, mas tente tu entender a angústia que sinto...  Já não retorna vivo à nós o terceiro mensageiro que mando ao reino de minha amada Ash... O pesar agora acompanha-me aonde quer que eu vá... Há dois anos, meu irmão! Dois anos não a vejo, e agora perco um mensageiro por mês, sem saber se foram emboscados, se a cidade está sitiada ou se houve o pior!
   -  Meu Senhor! Meu irmão! Ouça o que dizes! Onde há força capaz de atentar contra Ash, a Fortaleza, ainda mais com todo o amor que direcionas à ela? Ora, entendo o que sentes, não posso nem imaginar o que faria por minha esposa, mas tenha um pouco de fé!
  - ... – Após alguns instantes de ponderação, a ira parece abrandar-se, mas não o temor  - Estás certo Alain... devo desculpar-me contigo, e com meus servidores – sei que vosso silêncio não nega vossas preocupações, meus caros – e peço um pouco de paciência nesses momentos de agonia... Mas agora recomponho-me e ordeno que chamem aqui alguém para servir-me de mensageiro. Mas não um qualquer... dessa vez, que venha um Templário. Que venha o alto Vice, meu Guarda Real.

2 – Sombras - Ária

  Ao contrário da iluminada, confortável sala Real, a Floresta era escura. Era fria e escura... O vento que rugia entre as árvores era impiedoso e cortava gargantas como gelo enquanto voava veloz, açoitando um certo vulto abrindo caminho dentre os galhos... Mas pior do que esse, era o frio do coração... Pois ele sabia estar só. Sentia os quilômetros que o separava de todos aqueles que conhecia... daqueles que não conhecia... de todos. A escuridão era tudo à que se agarrar. Porém, o vulto não se curvava. Jamais. Sabia que nunca morreria sozinho. Sabia que, quando fosse, deixaria para aqueles que ficaram seu coração, e isso era todo o conforto e calor de que ele precisava para manter-se ereto e continuar com a missão dada por seu Callah. Ah, mas claro que não era apenas isso. Havia um reconfortante, conhecido som à tilintar no seu caminhar... O som de Álvarus, sua Maça de Guerra pendendo na sua cintura, numa tira de couro larga, grossa e gasta, como já pendia há anos, sem nunca deixar de esmagar aqueles à quem seu mestre ordenava, também o mantinha confiante. Porém, ela não seria o suficiente contra o que teria de enfrentar seu dono... Não há como desembainhar armas contra o medo. Não há como destroçar sombras.

3 – Dança de Álvarus - Continuação da Ária

  Assim que adentrou alguns quilômetros na Floresta, avistou luzes e vozes à frente. Vice achou mais sensato não arriscar, e, com Álvarus  preparada, avançou cautelosamente afim de espreitá-los.  Chegando á uns 20 metros da fogueira, percebeu que o acampamento havia sido montado para umas vinte pessoas, porém só metade estava sentada ao fogo. Escondendo-se na escuridão, pôde ouvi-los falando, mas sem vê-los,pois temendo arriscar-se demais,abaixou-se, mantendo-se sempre atrás de uma grande árvore, oculto:
  -  ...-ão! Duvido que Astrain acredite nisso! Aquele imbecil crê mais nesse amor do que eu em meu bolso... Vamos tentar algo menos arriscado... – sugeriu uma voz arrotada, impaciente -  Precisamos de um traidor entre eles, cacete! É tão difícil assim trair um loirinho apaixonado por um punhado de ouro? Bando de...
  - Gork, devo pedir uma última vez que mantenha seus modos, antes que eu seja obrigado a me despedir de ti abruptamente ... – interrompeu-o uma voz muito mais aveludada, macia, quase que hipnotizante... algo sobrenatural e perigoso. - E quanto a idéia da traição... realmente, é algo a se aproveitar. Assim como aquele amor tolo... Certamente outro mensageiro virá. Então façamos uma surpresa mais agradável dessa vez...
Uma revoada de vozes diversas, algumas fortes, outras suaves, voaram pelo frio da clareira, causando um arrepio desagradável em Vice, que decidiu ser hora para uma retirada sutil. Voltou-se para a trilha da qual veio, e começou a se distanciar da fogueira, com dobrado cuidado dessa vez.
  Após 2kms e meio, porém, sem nem se dar conta, avistou duas figuras à frente, que, assim que o viram, sacaram suas espadas. O maior veio primeiro, e sem perguntas, desceu num golpe vertical sua montante com velocidade considerável em Vice, que com desenvoltura inesperada à seu porte, a deixou no vácuo jogando seu ombro direito pra trás, movimento que preparou Álvarus já sacada para o ataque, que veio vertical e certeiro no braço armado de seu atacante, arrancando-o com um urro na junção do cotovelo. Assim que o menor veio por trás do ombro direito do companheiro, a rotação do tronco de Vice após a primeira investida tornou-se uma catapulta que jogou Álvarus contra o novo inimigo da direita pra esquerda, subindo ligeiramente. O espadachim abaixou-se, fazendo com que a maça passasse furiosa, em direção à cabeça do outro companheiro que estava na trajetória. Sem capacidade de reação, o maior inimigo teve seu elmo arrancado e seu corpo lançado pra trás, já sem vida, mas com a cabeça surpreendentemente no lugar, embora um pouco inutilizada. Assim que abaixou, o espadachim trouxe seu cotovelo do braço armado pra trás, e desferiu uma estocada ascendente contra o abdômen de seu atacante. Aproveitando a posição do braço direito esticado pra fora, Vice puxou Álvarus novamente para a esquerda, estilhaçando a espada do oponente, recuando um passo após esse último ataque, e antes que o inimigo pudesse levantar, aproveitou o solo irregular da Floresta que o impossibilitava de rolar para os lados, e desceu impiedosamente Álvarus contra ele, desacordando-o com uma pancada no tórax salvo pela cota de malha. No mesmo instante percebeu passos atrás de si, e virou-se no momento certo de jogar-se para direita, batendo o ombro em uma árvore para se apoiar, e deixar sua armadura peitoral repelir a punhalada que não o matou. A julgar pelo espanto desse novo adversário, era novato em batalhas corporais, mas o ar perverso em seu rosto avisou Vice à manter cautela. Assim que a mão livre do assassino entrou na bolsa pendurada na cintura, não houve dúvida, Vice agarrou a mão armada ainda esticada, e subiu Álvarus para separar o maxilar do resto do inimigo. Seu sentido quase sobre humano o fez virar à esquerda mais uma vez, e por cima dos primeiros derrotados, outro já zunia uma espada pequena verticalmente contra a junção de suas placas de armadura no flanco direito do abdômen. Rapidamente, Vice posicionou o cabo entre sua mão e a cabeça de Álvarus na trajetória, repelindo a força da espada, e virando-se novamente à esquerda, á tempo de segurar com a mão livre o cabo de uma nova lança que mirava o meio de suas costas, fazendo-a prisioneira entre seu braço e costelas sem se ferir. Sempre aproveitando a surpresa causada por suas habilidades, deixou de fazer força com Álvarus contra a espada e a virou no ombro do lanceiro, destroçando metal, carne e osso, ficando de costas para o novo espadachim, voltou seu ombro quebrando-o o nariz.
  - Huhuhu...
  Atordoado com a vinda daquela risada aveludada e perigosa de antes, Vice hesita por um instante.
  - Mas que jovem formidável esse... Com certeza vem dos Antigos...
  E então, sem saber de onde vinha a voz, a neblina e o medo, tudo ficou escuro...

Bem Vindos, e que a Ópera comece!

Bom, a princípio, como boas vindas à todos, desejo que se divirtam muito lendo meus textos, afinal, essa história é algo que faz parte de mim mais do que qualquer outra coisa. Tudo que eu sou, vai refletir nessas palavras.


Dedico essa história à todos que, mesmo não nascendo na Idade Média, têm verdadeira consideração por seus companheiros de espada.